top of page

Quebrando a Mente

  • Giovana Barbosa
  • Aug 19, 2017
  • 3 min read

Eu estou quebrando, aos poucos, mas estou. Desmoronando todas as noites, com o coração apertado e com a respiração lenta, não aguento mais. Tudo me lembra a você! O sol, a grama verde, os cantos dos passáros, tudo. E cá estou eu, com um copo de café na mão escrevendo poesias, duas coisas que sempre odiei, mas eu faço isso por você, isso me lembra a você. O gosto do teu beijo misturado com o gosto amargo do café. Mesmo eu bebendo café não é a mesma coisa que sentir seus ósculo, mesmo lendo poesias em bom som não é a mesma coisa que sua ouvir a sua voz grave enquanto lia e fazia cafuné em meu cabelo, as vezes prendendo teu anel em meus fios, mas não me importava. Eu sinto sua falta. Eu lembro quando começava a chover e você se apertava a mim pois você sabia do meu medo, e cantava pra mim a mais bela melodia e lia poesias. Você sempre gostou do nascer do sol pois para você era a renovação, e que um longo dia estava por vir, tendo sempre consigo uma paz interior a cada pedacinho a mais do sol aparecendo, com a brisa da manhã batendo em teus cabelos e os pequenos fios de raios solares iluminando teu olhar que sempre tinha um brilho único, eu invejava aquilo, e com seu mais singelo sorriso em teu lábios, gostaria de saber o que sempre passava em sua cabeça a cada manhã, me diga, é tarde de mais para lhe ligar e perguntar isso? Me diga o que há na sua mente. Sempre odiei o nascer do sol, sempre odiei os primeiros dias que você me acordava de madrugada para ver o sol nascer, íamos para o topo do prédio para poder ver você enaltecer o dia que vinha. “Você deveria começar a gostar do dia, alias é mais um dia que você esta comigo, mais um dia que vivemos, não há nada melhor que isso? ”. Eu odiava o jeito que você olhava o céu alaranjado, o jeito que ditava as poesias em sussuros para o sol, odiava você ser tão feliz e eu infeliz, sempre tão positivo. Com o tempo aprendi a gostar do amanhecer, dos pequenos fios de sol esquentando minha pele, mas não aprendi a gostar do café e das poesias que você me sussurava e ao mesmo tempo sussurava ao sol, com o tempo aprendi a não ter mais medo de chuva, aliás você não estava mais ali para me abraçar e cantar melodias em francês. Com o tempo aprendi que nada é para sempre, aprendi que a paciência acaba e acabamos explodindo, lançando cacos de vidros para todos os lados não se importando quem irá atingir. Eu gostava do seu halito quente a toda manhã batendo em minha nuca e o jeito que te odiava enquanto tomava um café e sussurava coisas ao vento. Odiava. Eu odeio, me odeio, é tarde para pedir que volte? Você deveria me abraçar quando estava com medo da chuva, mas você não faz mais isso, agora você dança em baixo dela e canta as mais belas canções, o que há em sua mente? Odiava quando você ditava pequenas poesias ao vento, odiava quando entrava com seu suor misturado a chuva, lagrimas e sangue, odiava os rastros que deixava em minha sala, mas eu sinto falta.

"E hoje arrependida eu ainda sinto falta das poesias"

Giz ^^

Comments


© 2017. Mundo da Lua

bottom of page