Aquarela
- Giovana Barbosa
- Oct 5, 2017
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De acordo com a igreja, principalmente aqueles que são devotos do catolicismo, escutam palavras que saem facilmente pela boca de um padre que cada mundano nasce com o objetivo no mundo, talvez um médico renomado, um cientista que vai achar a cura do câncer, ou até mesmo um cantor que irá doar todo seu dinheiro para a alguns países da África ou da América Central.
Mas, tem a parte que não se pode ser esclarecida por padres, bispos ou freiras, a parte que há gente quem vem ao mundo apenas para observar a paisagem. E posso lhe informar que talvez faço parte deste grupo que se torna insignificante para as pessoas renomadas.
Talvez eu seja algo bobo, a que prefere observar, e relaxar nos momentos mais barulhentos, sou a que evita discussões na turma da faculdade, sou a invisível a ponto de ninguém saber meu nome e a quanto tempo estudo naquela universidade.
Mas quando ele entrou na minha vida, tudo se fez sentido, ele chegou com seu laranja, colorindo o meu cinza espacial, vem juntando a minha igualmente a brisa fria de outono, com seus cabelos lisos e escuros e sua descendência deferente das demais. Eu soube. Eu soube que a partir daquele dia Martin seria a minha paisagem favorita. Com seu sotaque diferenciado, suas unhas e rosto sujos de tinta e roupas largas com cheiro amadeirado, e eu sabia, nem eu e ele escondia, somos a pintura perfeita e explicativa de como o amor entrava na nossas vidas.
Com sem toque alaranjado na pintura perfeita de aquarela.

Giz




















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