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Acontecimentos sombrios - Cap. 2

  • Isabele Souza
  • Oct 21, 2017
  • 5 min read

Acordei em um corredor escuro,achei estranho e olhei para os lados. No fundo do corredor havia uma menina com um ursinho no colo. Comecei a caminhar até ela. Eu não queria fazer isso mas parecia que eu estava sendo obrigada.suspirei e continuei caminhando lentamente, até que cheguei perto da menina e perguntei:

-quem é você? o que você está fazendo aqui?

-eu perdi o meu irmão. eu não consigo encontrar ele.- ela respondeu calmamente e chorando.Estava assustada mas mesmo assim perguntei:

-você sabe que lugar é esse?

-não posso dizer. -ela falou com os olhos arregalados

-se você me disser e ajudo a achar seu irmão.

-primeiro você me ajuda depois eu te conto.

A menina era pequena mas esperta. Eu confesso que estava morrendo de medo de ajudar a procurar o irmão dela. Eu já vi filmes de terror e isso nunca é um bom sinal.

Ela segurou na minha mão e começou a andar pela casa me levando junto. Ficamos quietas em todo o percurso. Cada quarto que olhávamos ela pedia para que eu abrisse a porta pois ela estava com medo. Abri todas as portas dos quartos, mesmo tremendo.

No ultimo quarto ela pediu a mesma coisa. Estava com muito medo.Girei a maçaneta que fez um barulho estranho e assustador, e quando eu abri a porta por completo, eu vi um menino pequeno com os olhos vidrados e com a garganta toda cortada. Me assustei e olhei rapidamente para a menina e ela disse:

-bom, agora eu posso te responder, esse é o inferno, e esse menino era meu irmão, eu fiz isso para te trazer de volta. senti sua falta.

Ela disse isso e deu um sorriso macabro, e tirou a faca do ursinho e começou a me golpear, eu senti cada dor, a faca rasgando os meus órgãos e minha garganta.

11:00

-filha, acorda logo!

Escutei minha mãe gritando comigo, era sábado, então eu podia dormir até mais tarde.

-não vou descer não!-gritei brava. Olhei no relógio do celular e ainda era 11:00. quem acorda as 11 no sábado?

-Vou levar o luke no medico, ele não está muito bem. a garganta dele está muito inflamada.- falou minha mãe abrindo a porta do quarto.

Ela abriu a porta e também as cortinas, para eu acordar. Fiquei esperando ela sair só de birra, e quando eu escutei o barulho do carro eu me levantei. Me sentei na cama e me lembrei daquela horrível pesadelo. Foi tão real, eu conseguia sentir a dor da faca nos meus órgãos. Coloquei a mão na minha barriga e vi que estava tudo lá, normal.

Peguei meu celular e comecei a olhar meu instagram, e depois de uns 5 minutos e não conseguia mais ficar ali parada.Me levantei e fui para a cozinha, arrumei café pra mim apesar de já ser horário de almoçar, mas eu nunca pulo o café da manha.Peguei o cereal e fui pra sala ver um filme qualquer.

Quando o filme estava quase acabando eu comecei a sentir uma dor de cabeça forte.Estava doendo muito, nunca tinha me sentido assim.até que comecei a ver uns borrões, vi meu irmão jogado no chão do hospital com a garganta dilacerada. meus pais em volta chorando a policia e os médicos ao lado também. Meu irmão estava com uma expressão vazia, exatamente como a do menino que eu vi no sonho.Comecei a chorar muito e muito, chorei tanto que acabei adormecendo.

Depois de uma hora(ou o que eu achava que foi uma hora) e escutei passos dentro de casa. Me levantei e vi pela cortina que já estava de noite . Quando vi minha mãe corri até ela o mais rápido que pude a abracei ela com todas as minhas forças.

-mãe, não precisa falar nada. eu já estou sabendo- e comecei a chorar desesperada. minha mãe não disse nada, só ficou me olhando até que ela quebrou o silencio e disse:

-o que esta acontecendo? você está sabendo do que?

-mãe, não precisa ficar fazendo de desentendida, eu sei que o luke morreu.-terminei a frase e minha mãe me jogou pra longe e disse brava.

-nunca brinque com uma coisa dessas. seu irmão está bem lá em cima tocando guitarra, da onde você tirou isso?

No momento parei de chorar e me assustei. Eu nem tinha percebido o barulho de guitarra. minha mãe ficou muito brava e ficou me olhando esperando uma resposta.

-ah desculpa.-disse limpando as lágrimas-eu acho que eu tive um pesadelo.

-então trate jeito de diferenciar a realidade de seus sonhos malucos. ao falar em sonhos, por que você estava andando pelo corredor hoje a noite falando com alguém? eu sei que você não é sonambula.

-nem lembro disso mãe. mas... com quem eu estava falando?

-você falou alguma coisa de que ia ajudar a encontrar seu irmão, e depois começou a gritar e voltou correndo para a cama. eu fiquei olhando tudo na ponta do corredor, e você parecia que estava normal. foi até o quarto do seu irmão e do nada começou a gritar. está acontecendo alguma coisa?

-não mãe, acho que foi só um sonho louco mesmo. talvez eu seja sonambula agora.

Ela me olhou torto, e antes que perguntasse alguma coisa sai correndo para o meu quarto, mas antes dei um espiada pela fechadura do quarto do meu irmão e vi que ele estava lá normal como sempre.

Deitei na minha cama e peguei minha gata no colo. e comecei a conversar comigo mesma:

"será que eu estou ficando maluca?" "não,eu sempre fui normal" "mas o que explica essas visões"? "eu só devo estar ficando muito cansada, lembra que você viu na internet que muito tempo sem dormir pode te dar alucinações?" "mas aquilo foi muito real"

parei pra pensar na ultima frase. aquilo realmente foi muito real. peguei meu celular e vi as horas . eram 19:00. resolvi dar uma volta de skate para pensar melhor. peguei meu fone de ouvido e desci as escadas.

sem perceber olhei meu reflexo no espelho enquanto descia as escadas, e tudo estava normal. avisei minha mãe que ia dar uma volta na rua.

peguei meu skate e comecei a dar voltas no bairro, escutando musica.

estava muito escuro, e quando eu parei para olhar melhor toda vez que eu dava a volta na rua eu via alguém no canto de uma casa escura. eu pensei que era só uma pessoa em sua casa. mas cada hora estava em um lugar diferente, e na mesma posição. não conseguia ver mais nada além da sua silhueta. percebi que era um homem.

quando eu parei para encarar, ele veio andando na minha direção, devagar. comecei a correr, e deixei meu skate lá mesmo. corri muito, muito mesmo, minha casa estava perto faltava só uns 100 metros, até que eu olhei para trás e não vi mais ninguém. parei na hora e fiquei esperando. ninguém mesmo. a rua deserta como estava antes. pensei que eu tive outra alucinação e voltei caminhando para buscar meu skate. eu ainda estava com um frio na barriga,mas meu skate era minha vida, e não entendi como eu simplesmente larguei ele lá e vim correndo.

quando me abaixei para pegar e me levantei novamente, eu virei para voltar para casa e eu vi o homem na minha frente, com os olhos revirados e um sorriso macabro. dei um grito na mesma hora e apaguei.

(uuuu final tenso, o que voces acham que aconteceu? Estão gostando? Espero que sim :3 ).

Isa♥

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