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Acontecimentos sombrios - Cap. 4

  • Isabele Souza
  • Oct 23, 2017
  • 4 min read

Depois que eles saíram, o medico entrou no meu quarto e mexeu em alguma coisa que estava ligada a minha veia. nesse momento senti minha pulsação cair, e meus olhos fechando vagarosamente, até que dormi.

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Acordei em um lugar estranho. diferente. parecia um hospital.estava escuro e não havia ninguém por perto pelo o que eu conseguia ver. a unica coisa que me deixava ver ao redor era a luz no final do corredor. estava piscando, provavelmente um sinal de que iria cair a qualquer momento.comecei a caminhar pois não havia outra escolha.

Quanto mais caminhava, mais sentia que o corredor não acabava, comecei a me desesperar e correr. de repente senti alguma coisa puxando meu pé.olhei para trás e vi a mesma menina que vi naquele sonho desesperador. ela disse em uma voz macabra e muito alto.

-estou te esperando.

Senti um frio na espinha, e ela terminou a frase com um sorriso macabro e de repente a luz apagou e ela pulou em cima de mim.

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Acordei ofegando, ainda estava assustada pelo pesadelo que eu tinha tido e com aquela mesma menina. era muito estranho, e eu raramente sonhava com as mesmas pessoas assim. quando percebi aonde estava me estranhei. Eu não estava no mesmo quarto de hospital nem em casa. Era um quarto vazio. cheirava mofo, e as paredes eram verdes claras. Havia somente uma cama, uma janela com grades e um relógio.

Comecei a tossir por conta do cheiro horrível de mofo e olhei o relógio. Era 8 da manhã.Me sentei na cama e fiquei olhando para a janela. O que mais poderia fazer? olhei para o meu corpo, e eu estava com roupas diferentes.Blusa e calça azul claro assim como as cores das paredes.

De repente a porta se abriu de uma vez só e uma mulher entrou . Ela era baixinha e tinha cabelos escuros e escorridos. Olhos negros muito profundos. parou, e viu que eu estava olhando para ela atentamente, e depois de um tempo ela disse:

-Olha, eu sei que você não deve estar sabendo de nada, por que pelo o que eu sei você só acordou agora.

assenti com a cabeça e deixei que ela continuasse.

-bom... os médicos disseram que você.. como vou dizer isso? está passando por dificuldades e por agora é melhor ficar aqui.

-mas onde estou?

- em um hospício.

Isso explicava as cores, e o quarto que eu estava. Mas por que eu estava em um hospício?Eu sou normal, e não preciso de nenhum tratamento. Perguntei isso a moça com essas mesmas palavras e ela respondeu.

-bem.. você andou tendo algumas visões e pesadelos, e tentou se matar. isso não é coisa que uma pessoa sã faria.

- eu ando tendo pesadelos sim, mas eu não tentei me matar. eu juro,. por que ninguém acredita em mim?

-porque temos provas de que você realmente tentou se matar. e essa historia de que havia alguém e esse alguém havia atacado você, aumentou suas possibilidades de vir para cá, e por isso você está aqui.

-então o que agora? vão me dar remédio pra dormir? me tratar como louca? só poderei tomar banho de sol 30 minutos por dia?

-isso é o que todo mundo pensa. você viu isso em filmes com certeza. mas aqui, se precisarmos te daremos medicamentos sim. mas não iremos te colocar em um quarto e te trancar o dia inteiro lá, isso só piora o quadro do paciente.

-então como vai ser?

-todos os dias as 8 horas da manha café da manha, logo em seguida vocês vem para seus aposentos, ficam uma hora aqui sozinhos. depois vocês tomam banho, e vão almoçar e o resto do dia vocês podem ficar ou no patio ou aqui no quarto mesmo.

Não respondi nada, só assenti.eu iria ter o melhor comportamento só para eles verem que eles se enganaram e eu estou muito bem.

-então, vamos tomar café.- a mulher disse me estendendo a mão.- a proposito, meu nome é laura.

Fomos caminhando calmamente até o refeitório, parecia a fase 2 daquela prisão. realmente me senti em um vídeo game. quando entrei todos olharam para mim e pararam de comer.

-bom... essa é a Cherry.

Olhei pra ela pensando como ela sabia meu nome, mas ai lembrei que ela deveria saber o nome de todos ali.

-bom dia Cherry.-responderam em coro.

Procurei um lugar no canto de uma mesa e consegui, com a minha bandeja de comida que Laura havia entregado pra mim me sentei.

Comecei a comer silenciosamente, até que a menina que estava do meu lado começou a me chamar a atenção. Ela olhava pra mim tão fixamente sem vergonha. Eu tentava mostrar que estava ficando envergonhada mas ela não ligava.

-oi.- falei para ver se a menina parava de olhar pra mim.

-oi, eu me chamo Maya-ela disse estendendo a mão.

Dei um sorriso pra ela e continuei comendo ignorando a mão dela.

-bem... pra você se adaptar aqui você vai ter que ser legal com as outras pessoas, e eu acho que você vai ficar aqui por um bom tempo.

-como assim? é uma ameaça?

-longe disso, só estou tentando te dar um conselho, difícil ver alguém daqui sair muito cedo, no minimo 1 ano.

Meu deus, eu perderia 1 ano da minha vida ali? não eu seria mais esperta que todos e conseguiria sair antes disso.

-você não vai conseguir sair daqui. -ela disse pausadamente.

-eu sei disso

-não você não sabe, você acabou de pensar que você vai ser mais esperta que todos aqui.

-como assim? como você sabe?

-bom.. eu vim pra cá, porque eu consigo ler mentes. eu sei que isso é idiota, como todos pensam, mas é verdade e por isso ninguém gosta de ficar perto de mim com medo de eu ficar sabendo de tudo o que eles pensam. mas eu não fico lendo mentes o tempo todo, só quando quero.

-posso fazer um teste?- sei que seria idiota, mas queria testar

"Essa panqueca é horrível"

Ela repetiu nas mesmas palavras que eu pensei.me surpreendi é claro, mas pensei que isso poderia ser uma boa amiga.

Ela deu um sorriso pra mim, não sei se ela leu minha mente de novo ou não, mas só ficamos quietas depois o tempo todo.

(capitulo bem leve esse. mas foi mais pra falar como ela estava se sentindo no hospício e apresentar uma nova amiga.

o que vocês acham que vai acontecer nos próximos capítulos? o que aquela menina do sonho tem a ver com a vida real?)

Isa♥

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