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Acontecimentos Sombrios - Cap. 6

  • Isabele Souza
  • Oct 25, 2017
  • 4 min read

Acordei novamente no mesmo quarto. Estava escuro e frio. Havia dormido em uma 'cama' que mais parecia um chão.. não tinha travesseiro nem cobertor. Eles queriam mesmo que eu morresse.

Olhando pela janela vi que havia uma linda lua cheia, que dava um pequeno brilho dentro do quarto. Fiquei parada só observando ela. Deveria ser mais ou menos uns 3 horas da manhã. Não conseguia ver o horário por que o relógio que estava na parede estava muito escuro, e muito alto para alcançar.

Senti um frio nas costas, e olhei pra trás, pois a porta estava trancada e não havia como entrar ar. Quando me virei à porta estava se abrindo vagarosamente. Consegui ver que tinha uma luz clarinha do lado de fora. Comecei a caminhar com o coração na mão e tremendo. Abri um pouco mais a porta e vi que não havia nada lá fora.

"seu momento de escapar, vá em frente" escutei a voz novamente em minha cabeça. Pensei que aquilo poderia ser uma armadilha pra mim mesma, e isso poderia 'piorar' meu caso naquele lugar, mas mesmo assim, não consegui me conter, continuei caminhando e vi um corredor grande e escuro. No fundo dele tinha uma luz bem forte, mas mesmo assim não conseguia ver nada. Olhei para trás e o escuro tinha tomado tudo que estav atrás de mim, então não tinha outra escolha a não ser entrar.

Com a mão no rosto para me proteger da claridade fui dando pequenos e silenciosos passos até entrar na sala. Um pesadelo. Aquela menina de novo estava sentada em uma mesa de cirurgia me olhando sinistramente. Conseguia escutar meu coração e a cada batida o meu corpo estremecia. Não tinha como sair dali, então só fiquei parada esperando algo acontecer.

-olá minha querida!Saudades... Se lembra de mim? Provvavelmente não, então deixe me apresentar.- Ela veio andando bem devagar até mim e se curvou na minha frente.- Que honra te ver novamente... maninha.

Meu coração se acelerou o máximo que conseguiu. Maninha? Como assim? Mas é claro que ela não é minha irmã e só está tentando fazer algo para me enrolar.

-Bom, vejo que está com bastnte medo certo? Que ótimo, pois é para estar mesmo. E sim, eu sou sua irmã sim. De sangue. Sente-se e eu vou te contar a história.- Ela me mostrou a mesa de cirurgia e sem perceber minhas pernas começaram a se mover até lá até que me sentei e ela continuou.- Temos 3 anos de diferença. Eu era a caçula da família e a mais adorada,até o ponto que eu achava. Um dia fomos em um acampamento, a nossa família inteira. Voce tinha 15 anos, Luke 14 e eu 12. Sempre percebi que nossos pais sempre davam mais atenção a vocês dois do que para mim e eu sempre odiei isso. Nesse dia, mais do que nunca nossos pais só estavam interessados em contar como você passou na melhor escola e como luke tinha conseguido um bolsa. Resolvi me vingar e chamei vocês para nadarem no rio que tinha perto. No caminho tinha uma ponte e resolvi propor uma corrida. Já tinha meu plano em mente e ele correu tudo certo, exceto por uma parte. Voces começaram a correr na minha frente e quando chegaram na ponta e estavam prontos para tirar a roupa e pular, eu fingi que não consegui parar de correr e empurrei vocês dois. Os dois caíram e eu me joguei junto. Nós três começamos a gritar até que nossos pais vieram correndo nos ajudar. Eu gritei desesperadamente para me salvarem primeiro, mas meu pai me olhou com uma cara de desprezo e pegou você e luke no braço e mamãe ficou olhando enquanto eu me afogava. Nesse dia você e luke tinham afundado e batido a cabeça em uma ppedra, e é por isso que você não se lembra de mim. Eu realmente tentei matar vocês, mas eu que fui morta. Mas não se procupe, agora não vou errar.- Ela disse isso e novamente com suas unhas começou a me arranhar.

Levantei da cama e sai correndo, o sangue no meu rosto escorria nos meus olhos e deixando a minha visão pior do que já estava. Pelo corredor escuro eu comecei a correr com a mão na parede para ter um senso de direção.

-Pode correr! Fica mais emocionante mesmo.

Ignorei o que ela falou e continuei correndo e gritando. Corri tão rápido que bati com a cara, em uma porta que indicava o final do corredor. O desespero bateu mais forte e comecei gritar desesperadamente até que a porta se abriu.

-O que você esta fazendo aqui e como conseguiu sair do quarto?- Maya estava com as chave na mão e tremendo.

-Voce sabe que eu consigo ler mentes e não parece mas voce é diferente e eu me preocupo com voce, fazmuito tempo que moro aqui então conheço todas as passagens.

-Rápido, rápido!Não dá pra explicar só me leva por onde voce veio.

Eu escutava os passos da menina atrás bem devagar. A cada passo meu, eu me sentia mais perto da morte. O meu sangue começou a esquentar e minhas pernas se estremeceram. Maya me levou até um lugar com vários tuneis e me disse:

-A pior parte é aqui, totalmente breu e o pior sabe... Dizem que uma menina já morreu nesse lugar.

-Foda-se! Voce não está escutando? Tem um demonio correndo atrás da gente então corre logo!

Eu sentia que ela não conseguia escutar os passos da menina, mas ela começou a correr, talvez somente por causa da pressão que fiz.

A cada lugar que viravamos via uma janela e uma sala de cirurgia dentro, até que achei uma que parecia a said.

-Maya! Vem aqui! Corre logo.

Na hora que entrei na sala a menina estava lá bem na porta, dei de cara com ela e cai.

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